Moro apagou mensagens do WhatsApp e obstruiu a Justiça, diz Cezar Bitencourt

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Ex-Ministro da Justiça Sérgio Moro pede demissão após discordar ds posições do presidente Jair Bolsonaro. Sérgio Lima/Poder360 24.04.2020

Moro é alvo, e não o estilingue Ex-ministro suprimiu provas

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ORO APAGOU MENSAGENS DO WHATSAPP E OBSTRUIU A JUSTIÇA

Moro pipocou em seu depoimento perante as autoridades investigadoras, voltou atrás, recuou, se desdisse, tergiversou, disse que não disse e mentiu no seu pífio “interrogatório” policial de 9 horas. Apagou mensagens do seu WhatsApp afirmando que não eram relevantes e “obstruiu a investigação criminal”.  Ficou com medo de responder pelo crime de denunciação caluniosa, além de “auto-absolver-se” do crime de prevaricação ao negar a interferência do presidente na autonomia da Polícia Federal durante o seu “mandato”.

Caso mantivesse a versão da entrevista responderia por esse crime, por não ter tomado providências contra o presidente, ou seja, por ter prevaricado. Descumpriu a promessa que fez em sua entrevista de apresentar provas das declarações que fez contra o presidente. Mas na ausência delas, ou no medo de apresentá-las optou por desdizer-se, reconsiderando o conteúdo e significado de sua entrevista, afirmando que não houve interferência na Polícia Federal.

Vejamos a seguir o significado desse primeiro parágrafo e a consequência do recurso estratégico do investigado Moro, que não se portou como tal, imaginando que ainda era o comandante do procedimento inquisitivo, deixando seus inquisidores desconfortáveis, os quais esforçaram-se para não “enquadrá-lo”, como “investigado”. Pesou, na verdade, ainda a reverência que suas funções anteriores desfrutavam, deixando as autoridades perplexas, com a sua primeira confissão, qual seja, de que “apagou algumas mensagens” de seu WhatsApp, mas que elas não eram relevantes!