VEJA O VÍDEO=Haddad diz que Bolsonaro cultiva a ditadura e será competitivo em 2022

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Fernando Haddad, candidato a presidente da república pelo PT, nas eleições de 2018 é o entrevistado do Poder em Foco, programa semanal realizado por meio de parceria editorial entre SBT e Poder360 que vai ao ar por volta da meia-noite. Sérgio Lima/Poder360 21Mai2020

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PODER360

O ex-ministro da Educação, ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência em 2018, Fernando Haddad (PT-SP), 57 anos, afirma que o presidente Jair Bolsonaro deverá ser competitivo numa eventual disputa pela reeleição em 2022, caso permaneça no cargo até lá.

Haddad analisa que uma parte da população brasileira simpatiza com regimes autoritários. Essa fatia, que o petista diz acreditar estar ao redor de 20%, identifica-se com Bolsonaro.

O petista deu entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, apresentador do programa Poder em Foco, uma parceria editorial do SBT com o jornal digital Poder360. Por causa da pandemia, Haddad participou por videoconferência.

Na conversa, o ex-ministro também fala sobre a atitude do governo federal ante a crise do coronavírus. Diz que falta comprovação às acusações de Sergio Moro contra o presidente. E afirma que talvez seja necessário dar dinheiro a pequenos empresários para atravessarem a pandemia, numa espécie de versão empresarial do auxílio emergencial de R$ 600 já concedido a pessoas de baixa renda.

Assista à entrevista gravada em 21 de maio de 2020 (46min16seg):

Perguntado se o atual presidente da República será competitivo nas eleições de 2020, Haddad responde: “Acredito que sim. Se fizer uma pesquisa no Brasil de quantas pessoas querem a volta da ditadura, vai ver que esse número quase nunca foi inferior a 20%”, afirma o ex-prefeito.

“E o Bolsonaro de alguma maneira representa esse anseio. Quem vota no Bolsonaro de certa maneira tem a esperança de que ele venha a fechar o regime. Fechar o Congresso, cassar a oposição, fechar o Supremo. Acho que existe da parte de 15%, 20% da população uma má-compreensão do que é a democracia”, diz Fernando Haddad.