Advogado que hospedou Queiroz não é o mesmo que defendeu Adélio Bispo

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Mariana Domingos

Circula nas redes sociais um post afirmando que Frederick Wassef, o advogado que hospedou Fabrício Queiroz em um sítio em Atibaia, seria o mesmo responsável pela defesa de Adélio Bispo, que foi investigado por tentativa de assassinato ao presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), quando ele foi vítima de uma facada durante a campanha eleitoral em 2018.

“Coincidência né? O advogado amigo da familicia e que escondia Queiróz é o mesmo que defende Adélio Bispo, o homem da fakeada (sic)” – Texto compartilhado no Facebook. (Fonte: Reprodução/Facebook)

Essa informação é falsa. O advogado que hospedava Queiroz e defendia o senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Frederick Wassef, não é o mesmo advogado que representou Adélio Bispo de Oliveira, que está preso pela tentativa de homicídio contra o presidente Jair Bolsonaro. Adélio foi condenado pela facada contra Jair Bolsonaro quando ele estava em campanha na cidade de Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2018.

Jair Bolsonaro já chegou a afirmar que Wassef foi seu representante neste caso específico, mas essa informação foi negada, em nota, pela advogada Karina Kufa, que representa o presidente em outros casos. “O advogado Frederick Wassef não presta qualquer serviço advocatício em nenhuma ação em que seja parte o senhor Jair Messias Bolsonaro”, disse a advogada.

Desde sua prisão, Adélio foi representado por diversos advogados, mas nenhum deles tem ligação comprovada com Frederick Wassef. Após ser representado por Zanone Manuel de Oliveira Junior, Pedro Augusto de Lima, Fernando Oliveira Magalhães e Marcelo Magalhães, em outubro de 2019, ele pediu à Justiça para ser representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

Wassef é advogado de confiança da família Bolsonaro e teve seu nome nas manchetes da última quinta-feira (18), após Fabrício Queiroz, ter sido preso em seu sítio localizado em Atibaia, no interior de São Paulo. Queiroz é ex-assessor de Flavio Bolsonaro e é investigado por participação em esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde Flavio Bolsonaro era parlamentar.

Conteúdo de fact-checking do Pipeify.