General Ramos nega intenção de Intervenção Militar, mas alerta a oposição: “Não estica a corda”

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O general Luiz Eduardo Ramos, chefe da Secretaria de Governo, comentou à Veja sobre a possibilidade de as Forças Armadas brasileiras realizarem uma intervenção militar nos poderes constituídos da república. O ministro general disse que os comandantes do Exército acham “ultrajante” tal acusação, porém deixou um alerta: “Agora o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda”.

“Fui instrutor da academia por vários anos e vi várias turmas se formar lá, que me conhecem e eu os conheço até hoje. Esses ex-cadetes atualmente estão comandando unidades no Exército. Ou seja, eles têm tropas nas mãos. Para eles, é ultrajante e ofensivo dizer que as Forças Armadas, em particular o Exército, vão dar golpe, que as Forças Armadas vão quebrar o regime democrático. O próprio presidente nunca pregou o golpe. Agora o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda”, afirmou Ramos na entrevista, publicada nesta sexta-feira (12/6).

O General também comentou que deva ir para a reserva do Exército:

“Não tenho direito de estar aqui como ministro e haver qualquer leitura equivocada de que estou aqui como Exército ou como general. Por isso, já conversei com o ministro da Defesa e com o comandante do Exército. Devo pedir para ir para a reserva. Estou tomando essa decisão porque acredito que o governo deu certo e vai dar certo. O meu coração e o sentimento querem que eu esteja aqui com o presidente.”

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