CEI de Três Lagoas realiza Drive-in da saudade como culminância do Projeto em tempos de Educação Remota neste sábado (25)

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Buscando restabelecer laços, o Centro de Educação Infantil, Professora Clarinda Dias Conceição realizará neste sábado (25), às 15h30, o Drive-in da saudade como culminância do Projeto em tempos de Educação Remota: Sextou com S de Saudade.

A equipe gestora, juntamente com os professores, atendentes e estagiários, se reunirão na esquina do CEI, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de prevenção da COVID 19, para saudar e entrega uma lembrancinha as crianças e pais que passarem com seus meios de transporte pela rua da CEI.

CULMINÂNCIA

Segundo a diretora, Thaisa Carla, ficar em casa tanto tempo nesse período de quarentena tem sido um desafio a todos, inclusive para criança. “Considerando que vivemos dias de pandemia, onde estamos distantes, porém conectados, preocupamo-nos com a afetividade, pois sabemos que ela é importantíssima na aprendizagem”, disse.

Para Thaisa, a mudança da rotina, o isolamento social, saudade dos amiguinhos e dos professores, a preocupação dos pais e a falta de respostas sobre o futuro são alguns fatores que mexem com as emoções das crianças em período de quarentena.

“Foi pensando na necessidade desse vínculo que surgiu à ideia de criarmos laços afetivos, até por que passamos por trocas de professores e pouco tempo de adaptação. As crianças não saem de casa, não encontram seus amigos e nem podem abraçar o professor, por isso nos esforçamos para manter o vínculo e dar voz as crianças, ouvi-las, fazer com que se sintam especiais e importantes”, disse.

PROJETO

Para restabelecer esses laços durante as aulas remotas e dar voz às crianças, ajudando-os a encontrar as palavras certas para descrever seus sentimentos e trabalhar as habilidades socioemocionais, os professores mantiveram contato mais real e visível possível, por meio de chamadas de vídeos no whatsApp feito entre professores e as crianças de seus grupos.

Thaisa explicou que o objetivo com as vídeos chamadas era criar vínculos afetivos mesmo em distanciamento social, ouvir as crianças, conversar sobre seus sentimentos e permitir que se expressem, observar a oralidade e o desenvolvimento da criança e utilizar diferentes linguagens, verbal (oral ou visual), visual, sonora e digital.

O professor da turma entrava em contato com os pais pedindo permissão para realizar as ligações de vídeo organizando um melhor horário com cada um e criando um cronograma para conciliar os horários, sempre às sextas-feiras.

“Nos atentamos para sempre perguntar como as crianças estavam, o que mais estavam gostando de fazer em casa, se estavam realizando e gostando das atividades, como se sentiam diante desse momento, se sabiam o que é era coronavirus e como prevenir e etc”, explicou.