Em abril, virologista da USP alertou: “A cloroquina é o remédio da vida. Mandetta está errado”

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Amanda Nunes Brückner – Diário do Brasil

Brasil, 21 de julho de 2020 – mortes por Covid: 80.120

Matéria do G1 no dia 4 de abril: As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 20h30 deste sábado (4), 10.361 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 445 mortes pela Covid-19.

“A cloroquina não é o remédio do Bolsonaro nem do Trump”

O virologista Paolo Zanotto, professor do Departamento de Microbiologia da USP, assegurou (em entrevista ao site Brasil sem medo) que o uso da hidroxicloroquina em pacientes de coronavírus é o método mais eficaz para salvar milhares de vidas.

De acordo com Zanotto, a hidroxicloroquina pode evitar uma tragédia de proporções colossais e vencer a pandemia que assola o mundo.

Com doutorado na Universidade de Oxford, o professor, explica que a cloroquina deve ser administrada aos pacientes logo no início da doença, preferencialmente do 2º ao 4º dia do aparecimento dos primeiros sintomas, como febre, tosse, coriza e respiração superior a 22 vezes por minuto.

Aqueles que manifestam esse quadro devem receber o medicamento na própria casa, o que desafogaria as redes hospitalares e o sistema de saúde como um todo.

Zanotto declara que não faz sentido dar o remédio apenas para pacientes que se encontram na fase avançada da doença, como vem defendendo o Ministério da Saúde.

“Mandetta está errado”, diz Zanotto.

A eficácia da hidroxicloroquina (em associação com a azitromicina) está sendo comprovada por diversos estudos clínicos internacionais, mas estranhamente continua ignorada pela grande mídia, os governos e parte da comunidade científica.

Zanotto afirma que existem razões político-ideológicas para essa atitude, mas alerta: a cloroquina não é o “remédio do Bolsonaro”, nem o “remédio de Trump” — é o remédio da vida.