Ex-capa da Playboy presa por tráfico de drogas era conhecida como ‘Pantera do pó’

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Flávia Tamayo foi detida na última terça-feira (21), em Vitória (ES)

 POR JOÃO MACHADO-FOLHA ES

Agarota de programa e ex-capa da Playboy Flávia Tamayo, de 22 anos, presa em Vitória (ES) na última terça-feira (21), era conhecida como “Pantera do pó” e “Rainha do pó” no Distrito Federal. A informação é da Polícia Civil do Distrito Federal.

Flávia é suspeita de integrar uma organização criminosa de garotas de programa de luxo que atuavam no tráfico de drogas na capital.

Segundo o delegado Ricardo Oliveira, da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, que investiga o caso, ela cobrava entre R$ 500 e 1 mil por programa, regado a cocaína e haxixe. “Ela tinha uma agenda muito cheia e não tinha um local certo, viajava o Brasil. Um dia antes da operação, ela foi para Florianópolis”, afirma Ricardo Oliveira.

O delegado afirma que a modelo deve ser transferida a Brasília, mas ainda não há previsão de quando isso deve acontecer, porque a Polícia Civil aguarda uma decisão da Justiça sobre o recambiamento à capital.

Agora, o foco dos investigadores é descobrir onde as participantes do esquema conseguiam os entorpecentes oferecidos aos clientes.

“Queremos saber também a origem da droga. Vamos fazer a identificação dos fornecedores dela. Qual era a origem e de onde vinha essa droga.”

Prisão de Flávia

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil do Espírito Santo mostra o momento em que Flávia Tamayo foi abordada e presa, ao chegar à recepção de um hotel em Vitória, na madrugada da última terça-feira (21).

A prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara de Entorpecentes do DF e o cumprimento do mandado foi solicitado pela 5ª DP à Polícia Civil capixaba.

Tráfico no DF

Flávia é conhecida por ter sido capa de revistas no Brasil e em Portugal e por ter estrelado filmes eróticos. Segundo a polícia, o grupo do qual ela faz parte atua em venda e distribuição de drogas, principalmente sintéticas e cocaína, para clientes de alto poder aquisitivo no DF.

“A informação que temos é que ela fazia um pacote, um combo de prostituição e venda de drogas, seja para consumo no momento daquela relação, seja para um momento posterior. Ela funcionava, num primeiro momento, como garota de programa fornecendo drogas para pessoas que estavam contratados seus serviços, mas também há indícios de que ela também tivesse algo como uma tele-entrega de drogas na capital federal”, explicou o titular da 1ª Delegacia Regional de Vitória, delegado Rafael Corrêa após a prisão da suspeita.

Fonte: G1 ES – Afonso Ferreira e Pedro Alves