Pandemia em declínio: Brasil zerou excesso de mortes em junho

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POR-NBO

Para avaliar o real impacto do coronavírus sobre o número de mortes no país, é importante analisar o excesso de mortalidade, ou seja, o número de mortes acima da média histórica. Dados do Registro Civil informam que em 2019, no período entre 16 de março (data da primeira morte oficialmente confirmada por covid-19 no Brasil) e 7 de julho, morreram 368.724 pessoas por causas naturais, ou seja, decorrentes de doenças e problemas de saúde que fazem o corpo humano parar de funcionar (estão fora da lista as mortes por causas externas — assassinatos, suicídios, acidentes, traumas). Em 2020, no mesmo período, morreram 388.386 pessoas de causas naturais. Uma diferença de 19.662 mortes entre um ano e o outro.

O que isso significa? Significa que, na comparação do número de mortes por causas naturais entre este ano e o ano passado, morreram mais pessoas por dia no Brasil. Em maio, o mês do pico de mortes durante a pandemia, a mortalidade chegou a aumentar quase 25% no país.

Entretanto, a boa notícia é que desde o final de junho a mortalidade em excesso está se reduzindo. De acordo com informações do Registro Civil, em 23 de junho foi a primeira vez, desde meados de fevereiro deste ano, em que morreram menos pessoas de causas naturais em 2020 do que em 2019. Foram 3.382 mortes em 23 de junho de 2019 contra 3.374 mortes no mesmo dia em 2020.