Pazuello diz que não pedirá para sair do governo, mas sinaliza querer voltar para comando militar na Amazônia

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Ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, não teria interesse em se transferir para a reserva remunerada do Exército, mas ser chamado para uma “missão” no comando do 12º Região Militar, posto que ocupava anteriormente

247 – O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, já sinalizou a interlocutores que poderá entregar o cargo e voltar a assumir alguma função junto ao Comando Militar da Amazônia. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Pazuello não teria interesse em se transferir para a reserva remunerada do Exército para permanecer em definitivo no governo Jair Bolsonaro. Ele também teria dito que não pretende pedir para deixar o ministério, mas esperar ser convocado para uma missão. Neste caso, a decisão de aceitar ou não a decisão seria de Jair Bolsonaro.

Pazuello, que está à frente da pasta desde meados de maio,  vem sendo alvo de pressões para deixar o cargo em função dos resultados no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, que já deixou mais de 75 mil mortos no Brasil. Pazuello vem sendo pressionado por militares do Palácio do Planalto a deixar a ativa das Forças Armadas diante do desgaste.  Nesta quarta-feira (15), o vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse que Pazuello deverá deixar o cargo até agosto.

Antes de ir para o Ministério da Saúde, Pazuello estava no comando do 12º Região Militar, que engloba os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Em abril ele aceitou ser o secretário-executivo do então ministro Nelson Teich. Na ocasião, Pazuello levou 15 militares de sua confiança para a pasta. 

Ainda segundo a reportagem, o general não descarta ficar no governo até o final do ano, se este for a vontade de Bolsonaro, mas já teria passado a mensagem que deseja voltar a trabalhar na 12.ª Região Militar, uma vez que segue oficialmente naquele comando.